Queda de Cabelo

A queda de cabelo pode ter diversas causas, sendo o mais importante para o tratamento eficaz o seu diagnóstico correto.

Divide-se as quedas de cabelo (alopécias) em 2 grandes grupos, as alopécias não cicatriciais e as alopécias cicatriciais.

Na consulta com o dermatologista, o primeiro objetivo é identificar em qual dos 2 grandes grupos se encontra o paciente, pois disto depende o sucesso do tratamento.

ALOPÉCIAS NÃO CICATRICIAIS:
São as quedas de cabelo que mantém os folículos íntegros, ou seja, apesar da queda, os folículos ainda apresentam a capacidade de voltar a produzir um novo fio de cabelo com o tratamento adequado. Nesse grupo se encaixam as seguintes doenças:

  • Eflúvio Telógeno
  • Alopécia Androgenética masculina e feminina
  • Alopécia areata

ALOPÉCIAS CICATRICIAIS:
São doenças que acometem o couro cabeludo e destróem os folículos pilosos, fazendo com que eles percam a capacidade de produzirem novos fios. O tratamento tem como objetivo impedir a progressão da doença e impedir a destruição de novos folículos. Nesse grupo se encaixam as seguintes doenças:

  • Líquen Plano Pilar
  • Alopécia Frontal Fibrosante
  • Lupus Eritematoso Cutâneo Crônico
  • Foliculite Decalvante
  • Celulite Dissecante

DIAGNÓSTICO:
Para o diagnóstico correto, dependendo do que se observa nos cabelos e couro cabeludo, alguns exames podem ser necessários:

Teste de tração:
Alguns fios do cabelo são tracionados (puxados) e se observa a quantidade de fios que caíram e o tipo de fio que caiu (se foram fios na fase de crescimento, chamados anágenos, ou fios na fase de queda, chamados telógenos).

Dermatoscopia:
Com o auxlílio de um aparelho chamado dermatoscópio, se observa com detalhes o couro cabeludo, a espessura e a distribuição dos fios de cabelo, sendo possível ainda a comparação de diferentes regiões no mesmo paciente.

Biópsia:
Em alguns casos, para o diagnóstico correto, pode ser necessário a realização de uma biópsia de couro cabeludo. Ela é realizada no consultório médico, com anestesia local e enviada para exame mais detalhado no microscópio (exame anátomo-patológico).

TRATAMENTO:
Após o diagnóstico correto, o tratamento pode ser realizado com medicação tópica (para aplicar diretamente no couro cabeludo), medicações orais (para tomar) , infiltrações intralesionais (pequenas injeções no couro cabeludo) ou ainda através da combinação dos tratamentos anteriores.

O acompanhamento da resposta ao tratamento geralmente é realizado através de fotografia seriada, com ou sem o auxílio do dermatoscópio. Assim, é possível adequar o tratamento a resposta de cada paciente e ajustá-lo sempre que for necessário.